VIGILANTES DO SHOPPING CIDADÃO, EM RONDÔNIA, ESTÃO SEM SALÁRIOS

A angústia dos vigilantes do Shopping Cidadão contratados por uma empresa terceirizada, a Proteção Máxima Vigilância e Segurança Ltda., em Ji-Paraná, perdura por três meses sem receber os rendimentos salariais. Uma ameaça de paralisação prevista para essa semana foi contornada após uma reunião com representantes da empresa na sexta-feira passada, que se comprometeram em regularizar os repasses. Isto não ocorreu na totalidade.

O histórico da empresa, segundo os trabalhadores, que não se identificam temendo represália, sempre foi de atraso no pagamento de salários e outros benefícios que os vigilantes têm direito. Com base nas denúncias, desde quando foram contratados até o primeiro pagamento, foram mais de 60 dias de atraso; também não receberam as férias e nem foram convocados para o curso de reciclagem, obrigatório a cada dois anos.

Na última reunião com representantes da Proteção Máxima Vigilância e Segurança Ltda., os diretores ameaçaram: “Quem não está satisfeito pede as contas, que contratamos outros”. Para muitos a fala soou como uma intimidação diante das cobranças que eram apresentadas e que não eram cumpridas. A diretora do Shopping Cidadão, Nair Barreto, manteve contato com os diretores da empresa, que não se posicionaram. Conforme informações repassadas na reunião de sexta-feira, a empresa apresentou argumentou que “toda empresa passa dificuldades, mas os problemas serão sanados”. “Também disseram que no momento o pagamento seria priorizado nas regiões com maior número de vigilantes, que pagaria o interior por último e que tinham um crédito para cair na quinta-feira e que não caiu, disponibilizado apenas na sexta-feira”, explicou Nair.

A diretora do Shopping Cidadão deixou claro que não poderia responder pela empresa. Segundo alguns funcionários, o salário foi depositado na conta de alguns vigilantes, na quarta-feira.

A responsável pela empresa de vigilância, identificada por Kátia, não se posicionou, e os vigilantes continuam com dois salários atrasados. Para alguns profissionais a situação é delicada, pois com o orçamento familiar comprometido por falta de renda, muitos trabalhadores ficam reféns da situação, dependendo de favores de terceiros para custear a despesa familiar.

Fala CNTV

Segundo o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Rondônia e diretor da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), Paulo Tico Floresta, a inadimplência é prática comum da empresa, “já faz parte da realidade dela”. Ele explicou ainda que o Sindicato já denunciou em todos os órgãos competentes, mas que a situação continua muito ruim. “Um grande problema é que os próprios vigilantes acabam facilitando as coisas para a empresa. Ela está acostumada a pagar o salário em dinheiro vivo, em mãos, e pedir ao vigilante que assine o contracheque sem a data de recebimento. Assim, o dia registrado é aquele que for melhor para a empresa, nos deixando sem provas contra os patrões”, explicou Floresta.

“Os companheiros precisam denunciar essas práticas. Não é possível que esta empresa continue sendo irresponsável e não tenha nenhuma punição”, orientou.

Fonte: CNTV e Diário da Amazônia.

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