DEPUTADO SAI EM DEFESA DA MANUTENÇÃO DOS EMPREGOS DOS VIGILANTES

Quarta-Feira, 07 de Agosto de 2013 / 14:19

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O deputado Euclides Maciel (PSDB), em discurso da tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (06), saiu em defesa da manutenção dos empregos dos vigilantes que trabalham nos estabelecimentos de ensino do Estado. Na ocasião, vários parlamentares também apoiaram os vigilantes e o presidente Hermínio Coelho (PSD) assegurou que, em nenhum momento, os deputados condicionaram o aumento dos professores a demissão dos trabalhadores da vigilância.

“Acredito no bom senso do governador. Fala-se em demissão de 2.500 trabalhadores da vigilância. Na realidade, se isso acontecer, serão afetados dez mil desempregados, pois pode se computar aí no montante dos familiares dos trabalhadores. Acredito numa melhor saída para se resolver essa questão delicada”, disse Euclides Maciel ao garantir que quem está falindo o estado não são os vigilantes e pediu para que todos os integrantes da Assembleia Legislativa se unam aos vigilantes, pois tem pessoa com mais de 50 anos que se perder o emprego terá muita dificuldade para encontrar outro no mercado de trabalho.

Outro ponto destacado pelo deputado Euclides diz respeito a vontade dos professores trabalharem com o apoio dos vigilantes. “Não vou cansar de apoiar os vigilantes. Pode tirar as empresas, que têm contrato de R$ 54 milhões, mas nunca os trabalhadores. Pode sim o governo dar aumento aos servidores da educação sem demitir os vigilantes. O vigilante recebe pouco mais de mil reais por mês. Com encargo social, chega a dois mil reais. Na verdade, quem ganha são as empresas e não os vigilantes”, assegurou Euclides Maciel recordando que no passado o governador José Bianco demitiu dez servidores e as consequência não foram agradáveis, pois teve gente que até cometeu atos impensáveis no momento de loucura.

Em aparte, o deputado Edson Martins (PMDB) apoiou a preocupação de Euclides, mas enfatizou que “é difícil ser Executivo. O governador Confúcio levou peia por conta dos contratos com as empresas de vigilância e agora é questionado sobre a demissão de vigilantes. Defendo os empregos dos vigilantes para que possam manter suas famílias”.

A deputada Epifânia Barbosa (PT) fez questão de esclarecer que “nenhum professor nem os membros da comissão de negociação que tratou sobre a questão dos trabalhadores em educação colocou como condição de aumento salarial dos professores a demissão dos vigilantes. Não sei de onde surgiram estas conversas. A questão dos contratos dos vigilantes não fez parte das negociações. Em momento algum se pediu a eliminação de vigilante, trocando-os por câmeras de vigilâncias”.

O presidente da Assembleia Legislativa foi enfático ao afirmar que “desde que cheguei a Porto Velho existe o contrato com as empresas de vigilância. O valor era baixo e agora chegou a casa dos R$ 54 milhões. Questiono a triplicação do contrato dos vigilantes, mas nunca defendi a demissão de trabalhador. O governo tem que encontrar uma saída para resolver a questão dos vigilantes, assim como a dos professores. Na próxima semana haverá uma reunião com os segmentos envolvidos e, não tenho dúvidas, uma solução para as questões dos vigilantes e professores será encontrada. Em nenhum momento, os deputados condicionaram o aumento dos professores a demissão dos trabalhadores da vigilância”.

Fonte: ALE

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